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De MEI para Microempresa em 2025: Custos, Passo a Passo e Como se Preparar

  • Picture of Martins e Silva Contabilidade por Martins e Silva Contabilidade
  • em 11/08/2025

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Conteúdo Exclusivo

Se você é Microempreendedor Individual (MEI) e o seu negócio está crescendo, talvez já tenha se deparado com a necessidade de migrar para Microempresa (ME). Essa transição é comum, mas exige atenção, pois envolve novas obrigações, impostos mais altos e um processo burocrático que pode pegar muita gente desprevenida.

Em 2025, as regras continuam claras: o MEI é uma excelente porta de entrada para quem está começando, mas tem limitações de faturamento, quantidade de funcionários e atividades permitidas. Ao ultrapassar esses limites — ou mesmo por estratégia de expansão — é preciso se preparar para dar o próximo passo.

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O que é o MEI e como funciona em 2025

O Microempreendedor Individual (MEI) foi criado para formalizar pequenos empreendedores e trabalhadores autônomos, oferecendo tributação simplificada e menos burocracia. Ele é a forma mais fácil e barata de ter um CNPJ ativo no Brasil.

Principais benefícios do MEI

  • Imposto fixo mensal (DAS) com valores a partir de pouco mais de R$ 70, dependendo da atividade;

  • Acesso a benefícios do INSS, como aposentadoria por idade, salário-maternidade e auxílio-doença;

  • Dispensa de contador para a maioria das obrigações;

  • Facilidade para emitir nota fiscal e formalizar o negócio.

Limites e restrições do MEI

Apesar das vantagens, o MEI tem regras claras:

  • Faturamento máximo de R$ 81 mil por ano (ou R$ 6.750 por mês se o CNPJ estiver ativo o ano todo);

  • Só pode contratar um único funcionário;

  • Deve atuar apenas nas atividades permitidas pela lista oficial do MEI.

Quem pode e quem não pode ser ME

Podem ser MEI empreendedores que atuem em atividades simples, como comércio, pequenos serviços e produção artesanal.
Já profissões regulamentadas (ex.: médicos, advogados, psicólogos), representantes comerciais e várias atividades digitais, como infoprodutor e gestor de tráfego, não podem se enquadrar no MEI.

Por que se muda de MEI para Microempresa?

A mudança de MEI para Microempresa pode acontecer por obrigação legal ou por estratégia de crescimento. Embora muita gente só perceba isso quando já está no limite — ou até ultrapassando —, entender os motivos ajuda a se preparar com antecedência.

Estouro do limite de faturamento

O MEI tem um teto de R$ 81 mil por ano. Se você faturar mais do que isso, precisa migrar para Microempresa.
Essa regra é fiscalizada pela Receita Federal e, se você continuar emitindo notas como MEI após ultrapassar o limite, pode ter que pagar impostos retroativos com multa e juros.

Exemplo: um MEI que faturou R$ 90 mil no ano anterior terá que recolher a diferença como Microempresa desde o mês seguinte ao estouro.

Atividades não permitidas no MEI

Algumas atividades não constam na lista oficial do MEI e exigem um porte empresarial maior. Isso vale para profissões como:

  • Representante comercial;

  • Psicólogo, médico e outras áreas da saúde regulamentadas;

  • Desenvolvedor de software;

  • Profissional de tráfego pago;

  • Infoprodutor.

Se você deseja exercer uma dessas atividades, precisa abrir diretamente como Microempresa ou fazer a alteração caso já tenha um MEI ativo.

Crescimento e expansão do negócio

Mesmo sem ultrapassar o limite, alguns empreendedores escolhem migrar para Microempresa por estratégia.
Isso acontece quando querem:

  • Contratar mais de um funcionário;

  • Emitir nota fiscal para grandes empresas que exigem porte maior;

  • Aumentar o limite de crédito bancário;

  • Participar de licitações ou contratos que o MEI não atende.

A mudança para Microempresa pode ser obrigatória ou estratégica, mas o importante é não esperar a Receita Federal te notificar para agir

Simples Nacional

Passo a passo para mudar de MEI para Microempresa

A mudança de MEI para Microempresa não é automática. Ela exige um processo formal junto à Receita Federal, Junta Comercial e Prefeitura. Seguir a ordem correta evita atrasos e problemas fiscais.

Desenquadramento no Simples Nacional

O primeiro passo é solicitar o desenquadramento do SIMEI no portal do Simples Nacional.

  • Se o motivo for ultrapassar o limite de faturamento, a mudança é retroativa ao mês seguinte ao estouro.

  • Se for por atividade não permitida ou decisão voluntária, o desenquadramento passa a valer a partir do mês seguinte à solicitação.

É necessário acessar o sistema com certificado digital ou código de acesso e informar o motivo da saída.

Alteração na Junta Comercial

Após o desenquadramento, é preciso atualizar o registro na Junta Comercial do seu estado.

  • O MEI é registrado como Empresário Individual, e nessa etapa o porte será alterado para Microempresa.

  • É feito o preenchimento do DBE (Documento Básico de Entrada) no site da Receita Federal, que deve ser entregue junto com os documentos exigidos pela Junta Comercial.

  • Se necessário, é possível aproveitar esse momento para atualizar dados como endereço, atividades e razão social.

Regularização na Prefeitura (Inscrição Municipal)

Com a alteração registrada na Junta Comercial, o próximo passo é regularizar a situação junto à Prefeitura.

  • A inscrição municipal precisa ser atualizada para refletir o novo porte.

  • Dependendo do município, pode ser necessário emitir um novo alvará de funcionamento, pagar taxas e até passar por nova vistoria.

  • Para prestadores de serviços, manter a inscrição municipal ativa é fundamental para emitir notas fiscais corretamente.

Seguindo esses três passos, seu CNPJ estará regularizado como Microempresa e pronto para operar sem riscos de penalidades fiscais ou bloqueios.

Custos reais de uma Microempresa em 2025

Migrar para Microempresa traz novas responsabilidades financeiras. Os custos vão além dos impostos e envolvem também contribuições obrigatórias e despesas de manutenção do negócio.

Impostos no Simples Nacional

Na Microempresa, o valor pago de impostos deixa de ser fixo e passa a ser calculado sobre o faturamento mensal.
As alíquotas variam de acordo com o Anexo do Simples Nacional:

  • Anexo I (Comércio): a partir de 4%

  • Anexo II (Indústria): a partir de 4,5%

  • Anexo III (Serviços): a partir de 6%

  • Anexo V (Serviços técnicos): a partir de 15,5%

Exemplo prático:
Uma empresa enquadrada no Anexo III, com faturamento mensal de R$ 10.000,00, terá:

  • Alíquota inicial: 6%

  • Cálculo: R$ 10.000,00 x 6% = R$ 600,00 de imposto no mês

Esse valor é pago através do DAS (Documento de Arrecadação do Simples Nacional) e já inclui tributos como ISS, PIS, COFINS, IRPJ e CSLL.

INSS sobre o pró-labore

Após o desenquadramento, é preciso atualizar o registro na Junta Comercial do seu estado.

  • O MEI é registrado como Empresário Individual, e nessa etapa o porte será alterado para Microempresa.

  • É feito o preenchimento do DBE (Documento Básico de Entrada) no site da Receita Federal, que deve ser entregue junto com os documentos exigidos pela Junta Comercial.

  • Se necessário, é possível aproveitar esse momento para atualizar dados como endereço, atividades e razão social.

Honorários contábeis

A contratação de um contador passa a ser obrigatória. Os honorários variam conforme a atividade, porte e quantidade de obrigações acessórias, ficando geralmente entre R$ 297 e R$ 700 por mês.

Obrigações acessórias e custos adicionais

Além do pagamento dos tributos, a Microempresa deve cumprir obrigações como:

  • PGDAS-D mensal

  • DEFIS anual

  • EFD, GIA, ISSQN (dependendo do estado ou município)

  • Renovação de alvará e taxas municipais/estaduais

Esses custos variam conforme o local de atuação e o tipo de atividade.

Como se planejar financeiramente para essa mudança

Migrar de MEI para Microempresa é um passo importante e, se for feito sem planejamento, pode gerar aperto no caixa logo nos primeiros meses. Ter uma estratégia evita surpresas desagradáveis e garante que o crescimento do negócio seja sustentável.

Reservando caixa para novos custos

O ideal é que, antes de fazer a mudança, você já tenha uma reserva para cobrir pelo menos três meses de impostos e despesas fixas adicionais.
Isso dá fôlego para a empresa se adaptar à nova carga tributária e às obrigações.

Planejamento tributário para pagar menos imposto

O enquadramento no Simples Nacional é o mais comum, mas a escolha do CNAE e o acompanhamento do Fator R fazem toda a diferença no valor final de impostos.
Um planejamento tributário pode reduzir a alíquota e gerar economia significativa no longo prazo.

Como o contador pode ajudar na transição

O contador é o profissional que vai conduzir todos os passos da alteração de MEI para ME, cuidando de:

  • Solicitar o desenquadramento no prazo certo;

  • Protocolar alterações na Junta Comercial;

  • Atualizar cadastros na Prefeitura e Receita Federal;

  • Calcular impostos e orientar sobre o pró-labore ideal.

Contar com esse acompanhamento garante que você não perca prazos nem pague valores indevidos.

Conclusão

Migrar de MEI para Microempresa é um passo natural para muitos empreendedores que desejam crescer e conquistar novos mercados. Embora traga mais custos e obrigações, essa mudança também oferece mais possibilidades, desde o aumento no faturamento permitido até a ampliação das atividades que podem ser exercidas.

O ponto-chave é fazer essa transição com planejamento, entendendo cada etapa do processo e todos os impactos financeiros que virão. Um acompanhamento contábil especializado é fundamental para evitar erros, aproveitar oportunidades de economia tributária e manter a empresa regularizada desde o primeiro dia como Microempresa.

Se você está nesse momento de mudança ou acredita que em breve vai ultrapassar os limites do MEI, o ideal é buscar orientação profissional agora, antes que a Receita Federal ou a Prefeitura exijam a alteração.

Precisa de ajuda para migrar de MEI para Microempresa? Entre em contato e descubra como podemos facilitar essa transição para que você cresça com segurança e pague apenas o imposto necessário.

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