Quando o MEI surgiu, ele foi uma verdadeira revolução: abriu portas para milhões de brasileiros que queriam empreender, emitir nota fiscal e contribuir para o INSS de forma simplificada. Mas o tempo passou, e o que era solução para muitos hoje pode estar virando uma cilada silenciosa.
Se você é MEI, ou está pensando em abrir um, continue lendo. Este artigo vai te mostrar quando o MEI começa a travar o seu crescimento e como agir antes que o problema estoure.
Por que o MEI parece tão vantajoso no começo?
Tudo no MEI é fácil: alíquota fixa, sem contador, sem obrigações complicadas. A mensalidade gira entre R$ 70 e R$ 80. Você não precisa declarar IRPJ, nem pagar uma fortuna de imposto.
Mas essa simplicidade é pensada para quem:
Fatura até R$ 81 mil por ano (média de R$ 6.750/mês)
Tem apenas um funcionário, com salário mínimo
Atua em atividades permitidas pela legislação do MEI (Resolução CGSN 140/2018)
Se você começar a crescer… o MEI não vai acompanhar.
5 sinais de que o MEI já não serve mais pra você
Seu faturamento está perto ou passa de R$ 6.750/mês:
Isso mostra que você está no limite. Se passar, terá que migrar para ME e pagar retroativamente.
Você quer contratar mais de 1 funcionário:
O MEI permite só um. Se precisa de uma equipe maior, o enquadramento já não serve
Tem dificuldade em comprovar renda ou pegar crédito:
Muitos bancos não aceitam movimentação MEI como prova de renda sólida.
Precisa emitir mais de uma nota fiscal para empresas:
Algumas empresas limitam contratação de MEI ou exigem notas com detalhamento que o MEI não consegue entregar.
Seu próprio mercado está te forçando a crescer:
Se você está se destacando e quer criar marca, contratar equipe, ou atuar com escala, o MEI se torna uma camisa de força.
O risco de ultrapassar o limite sem perceber (e cair na malha da Receita)
Aqui mora o perigo: se você estourar o limite anual de R$ 81 mil, mesmo que sem querer, será obrigado a migrar para ME retroativamente e pagar:
Diferença de impostos do Simples Nacional
Multa por atraso
Juros e correção
Ou seja: você paga barato como MEI, mas se crescer fora da regra, pode acabar pagando MUITO caro.
Seu CNAE permite mesmo ser MEI? (Spoiler: muitos acham que sim, mas não podem)
Nem toda atividade pode ser registrada como MEI. Psicólogos, desenvolvedores, consultores, fisioterapeutas, arquitetos, advogados, médicos, entre outros, não são permitidos, pois envolvem formação técnica ou regulamentação profissional.
Se você atua com algum CNAE proibido, mesmo que seu CNPJ está ativo como MEI, você está irregular e pode ser desenquadrado de forma automática pela Receita.
Quer crescer como profissional? O MEI pode estar te travando
O MEI é um excelente começo. Mas não foi feito para grandes voos. Ele te limita a:
Um teto de faturamento
Apenas um funcionário
Poucas opções de atividades
Se você quer montar uma equipe, criar uma marca, abrir uma filial, aumentar sua renda, emitir nota com facilidade… o MEI não serve mais.
Como sair do MEI e migrar com segurança para ME ou SLU
A boa notícia é que migrar do MEI para ME (Microempresa) ou SLU (Sociedade Limitada Unipessoal) é um processo simples com acompanhamento contábil:
Alteração de porte e natureza jurídica
Escolha do regime tributário (Simples Nacional)
Novo CNPJ com mais recursos, alíquotas a partir de 4%
Com isso, você pode crescer sem medo e com mais planejamento.
Quanto custa sair do MEI? Spoiler: pode ser mais barato do que você imagina
Aqui na Martins & Silva Contabilidade, fazemos a migração do MEI para ME ou SLU por apenas R$ 800,00.
E o melhor: você terá:
Apoio para enquadrar no CNAE certo
Cálculo de imposto com Fator R (reduzindo de 15,5% para 6%)
Emissão de nota fiscal organizada
Contador que entende sua realidade
MEI virou cilada pra você? Hora de agir com estratégia
Se você se identificou com mais de um dos sinais acima, talvez seja hora de dar o próximo passo. Não espere o problema chegar.
Fale com um contador especializado e descubra como crescer com segurança, pagar o menor imposto dentro da lei e organizar sua vida financeira com tranquilidade.
